~ O que faz um aniversário feliz?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Pois bem, passadas 'as festividades' da comemoração da minha maioridade, parei para pensar: por hábito, costumamos desejar 'feliz aniversário' para a pessoa que completa mais um ano de existência em determinado dia. Mas o que realmente a gente quer que aconteça à pessoa a fim de que ela tenha um aniversário feliz? Já havia me feito essa pergunta para outras datas comemorativas como Páscoa e Natal, mas o dia do aniversário é diferente porque as pessoas lhe parabenizam, o que não é muito corriqueiro nas demais datas supracitadas. Pensemos: Parabéns pelo quê? Por ter conseguido mais uma vez sobreviver a enfermidades diversas e perigos oferecidos diariamente? Soa um tanto estranho. Em tempos de avanços tecnológicos como uma rede social que lhe relembra sempre quem está próximo apagar mais uma velinha, esses costumes tornam-se cada vez mais mecânicos de modo que é possível perceber que nem sempre uma pessoa que lhe deseja parabéns ou um dia feliz quer mesmo aquilo. Tudo é uma questão de paz com a própria consciência, status, enfim. Conclui, então, que o dia do aniversário de cada pessoa tornou-se um filtro: você sabe quem realmente está feliz com a sua existência por mais um ano permanecida e que quer lhe ver feliz por isso e quem apenas aproveita o ensejo para parecer gentil e que um feliz aniversário é feito dessas pessoas importantes sinceramente felizes por você e de você feliz consigo mesmo.

dedicado à Marina Lages Gonçalves Teixeira e aos seus 18 anos.

~ Um pouco além do que se vê

sábado, 6 de junho de 2009

Em janeiro do ano corrente, uma polêmica surgiu no cenário político e urbanista da cidade de Brasília: executar ou não o projeto da Praça da Soberania no meio da Esplanada dos Minstérios.
Não quero abordar a questão do ponto de vista arquitetônico, mas sim ressaltar o valor da arquitetura para uma cidade, país ou povo. Segundo Oscar Niemeyer, autor do projeto, uma cidade é reconhecida por sua arquitetura.
A primeira impressão é de que essa é uma declaração um tanto infeliz. Equívoco! Talvez se pense isso porque quando se fala em arquitetura, pensamos en construções como prédios e casas. Façamos uma reflexão sobre o valor social e político da arquitetura. Quem não conhece o povo de Brasília e suas particularidades, a reconhece pelo inusitado traço do arquiteto presente em seus monumentos, tais como a catedral. Tal peculiaridade não surgiu do nada, não foi se desenvolvendo de forma aleatória. A capital do país foi minuciosamente planejada para provocar impressões e sensações em seus moradores e quem a visita. Na época queria se passar a imagem de um país moderno, de poder forte, e em pleno desenvolvimento. Isso é perceptível nas vias largas, nas construções padronizadas, na ordenação lógica de quadras, e principalmente na grandiosidade de sua Esplanada dos Ministérios. A Praça dos Três Poderes, onde salta aos olhos a imponência do Congresso, como forma de ressaltar a relevância maior dos representantes do povo, o Supremo Tribunal em frente ao Palácio da Alvorada significa a vigilância do Judiciário sobre as atitudes do Executivo, assim como do Legislativo, e bem no meio um espaço cívico, uma praça sem árvores com a simples intenção de abrigar o povo em suas manifestações, tudo isso definitivamente não está disposto de tal maneira ao acaso!
Essa relação de arquitetura e política fica evidente em Brasília, onde arrisco dizer que é o carro-chefe da vida dos cidadãos. Afinal de contas, uma cidade totalmente projetada, arquitetos definiram indiretamente por onde milhões de pessoas iriam passar. Dessa forma é plausível e totalmente razoável a afirmação de Oscar Niemeyer, visto que arquitetura não é tão somente construção e decoração. Arquitetura é sentir os espaços, está na política e em toda parte de uma sociedade sempre em busca de seu bem-estar.

~ E qual o problema de ser?

quinta-feira, 4 de junho de 2009



Você com certeza já teve contato com o termo nerd. Já disse que alguém o é ou mesmo já disseram que você o é, correto? Enfim, não importa como, mas é certo que é um termo bem usual entre as pessoas. Vale a ressalva de que é um estereótipo usado, na maioria das vezes, de forma pejorativa. Mas qual seria o motivo de tal conotação?

Para pensar no assunto, partamos então do conceito do vocábulo. Se lhe perguntassem agora: “Defina nerd!” o que você responderia? Algo como: “É aquele fulano lá da minha escola, que sabe só tira 10 nas provas”, alguém que passa o dia no computador, ou você diria que são aqueles carinhas de filme americano que usam óculos, blusa social abotoada até o colarinho, aparelho e tem uma baixa vida social? Se você respondeu da primeira forma, então de certa forma resumiu a denominação às pessoas estudiosas. Já a segunda resposta faz o contrário, chama-se dessa forma cerca de 10% da população mundial de nerd. Além disso, não há nada mais banal que passar horas e horas no Orkut, no MSN, no Skype. Agora, a terceira resposta demonstra que você é corrompível pelo que vê na TV, que nunca realmente refletiu sobre o termo de zombaria.

Para aqueles que por ventura ainda não o saibam, utilizarei as palavras de Lia Portocarrero a fim de definir então o conceito dessa palavra: “... é o rapaz (ou moça) que nutre alguma obsessão por algum assunto a ponto de a) pesquisar; b) colecionar coisas; c) fazer música; d) escrever sobre (normalmente acompanhado de pesquisa); e) não sossegar enquanto não descobrir como funciona; f) não dormir enquanto o programa não rodar". Em outras palavras, não são necessariamente pessoas anti-sociais, assim como todos nós, apenas precisam se sentir bem em determinado ambiente para socializarem-se.

Eu me pergunto qual o problema então de querer saber muito sobre determinado assunto? Imagino que a beleza da vida está em investigar e descobrir as nuances das leis que regem tudo que está a nossa volta. O que esses que pensam daquela forma (do segundo parágrafo) imaginam de grandes expoentes mundiais como Isaac Newton, Oscar Niemeyer, Erwin Schrödinger? O que diriam sobre Albert Einstein? “Ele é o pai dos nerds”? Ah, pobres ignorantes. Mal sabem que aquele estudo por vezes maçante na escola com matemática, química, física, português entre outros possui importância que transcende o âmbito de apenas garantir sua vaga no ensino superior. Entretanto, aprender desde cedo a estudar, ler e se aprofundar em matérias torna este mesmo ser humano muito mais apto a entender o universo, a vida e, principalmente, os atalhos para as conquistas. A leitura forma uma mente bem desenvolvida e trabalhada. Desenvolver uma “mentalidade nerd”(ou seja, ter interesse e dedicação), portanto, mostra-se o início de um processo que pode aproximar você de seu sucesso profissional (e talvez econômico).

Mentes trabalhadas tendem à ser os cavalos e as torres da sociedade, enquanto aquelas relaxadas apenas continuarão com sua vida de peões. Porquanto, liberte o nerd que está dentro de você, sinta-se intrigado com alguma coisa, pesquise e descubra coisas novas a cada aprendizado!