Em janeiro do ano corrente, uma polêmica surgiu no cenário político e urbanista da cidade de Brasília: executar ou não o projeto da Praça da Soberania no meio da Esplanada dos Minstérios.
Não quero abordar a questão do ponto de vista arquitetônico, mas sim ressaltar o valor da arquitetura para uma cidade, país ou povo. Segundo Oscar Niemeyer, autor do projeto, uma cidade é reconhecida por sua arquitetura.
A primeira impressão é de que essa é uma declaração um tanto infeliz. Equívoco! Talvez se pense isso porque quando se fala em arquitetura, pensamos en construções como prédios e casas. Façamos uma reflexão sobre o valor social e político da arquitetura. Quem não conhece o povo de Brasília e suas particularidades, a reconhece pelo inusitado traço do arquiteto presente em seus monumentos, tais como a catedral. Tal peculiaridade não surgiu do nada, não foi se desenvolvendo de forma aleatória. A capital do país foi minuciosamente planejada para provocar impressões e sensações em seus moradores e quem a visita. Na época queria se passar a imagem de um país moderno, de poder forte, e em pleno desenvolvimento. Isso é perceptível nas vias largas, nas construções padronizadas, na ordenação lógica de quadras, e principalmente na grandiosidade de sua Esplanada dos Ministérios. A Praça dos Três Poderes, onde salta aos olhos a imponência do Congresso, como forma de ressaltar a relevância maior dos representantes do povo, o Supremo Tribunal em frente ao Palácio da Alvorada significa a vigilância do Judiciário sobre as atitudes do Executivo, assim como do Legislativo, e bem no meio um espaço cívico, uma praça sem árvores com a simples intenção de abrigar o povo em suas manifestações, tudo isso definitivamente não está disposto de tal maneira ao acaso!
Essa relação de arquitetura e política fica evidente em Brasília, onde arrisco dizer que é o carro-chefe da vida dos cidadãos. Afinal de contas, uma cidade totalmente projetada, arquitetos definiram indiretamente por onde milhões de pessoas iriam passar. Dessa forma é plausível e totalmente razoável a afirmação de Oscar Niemeyer, visto que arquitetura não é tão somente construção e decoração. Arquitetura é sentir os espaços, está na política e em toda parte de uma sociedade sempre em busca de seu bem-estar.
Não quero abordar a questão do ponto de vista arquitetônico, mas sim ressaltar o valor da arquitetura para uma cidade, país ou povo. Segundo Oscar Niemeyer, autor do projeto, uma cidade é reconhecida por sua arquitetura.
A primeira impressão é de que essa é uma declaração um tanto infeliz. Equívoco! Talvez se pense isso porque quando se fala em arquitetura, pensamos en construções como prédios e casas. Façamos uma reflexão sobre o valor social e político da arquitetura. Quem não conhece o povo de Brasília e suas particularidades, a reconhece pelo inusitado traço do arquiteto presente em seus monumentos, tais como a catedral. Tal peculiaridade não surgiu do nada, não foi se desenvolvendo de forma aleatória. A capital do país foi minuciosamente planejada para provocar impressões e sensações em seus moradores e quem a visita. Na época queria se passar a imagem de um país moderno, de poder forte, e em pleno desenvolvimento. Isso é perceptível nas vias largas, nas construções padronizadas, na ordenação lógica de quadras, e principalmente na grandiosidade de sua Esplanada dos Ministérios. A Praça dos Três Poderes, onde salta aos olhos a imponência do Congresso, como forma de ressaltar a relevância maior dos representantes do povo, o Supremo Tribunal em frente ao Palácio da Alvorada significa a vigilância do Judiciário sobre as atitudes do Executivo, assim como do Legislativo, e bem no meio um espaço cívico, uma praça sem árvores com a simples intenção de abrigar o povo em suas manifestações, tudo isso definitivamente não está disposto de tal maneira ao acaso!
Essa relação de arquitetura e política fica evidente em Brasília, onde arrisco dizer que é o carro-chefe da vida dos cidadãos. Afinal de contas, uma cidade totalmente projetada, arquitetos definiram indiretamente por onde milhões de pessoas iriam passar. Dessa forma é plausível e totalmente razoável a afirmação de Oscar Niemeyer, visto que arquitetura não é tão somente construção e decoração. Arquitetura é sentir os espaços, está na política e em toda parte de uma sociedade sempre em busca de seu bem-estar.
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