A mesma reportagem abordava a importância da tristeza, do pessimismo, da dor. Homens grandiosos tiveram suas vidas marcadas por angústia, pessimismo, sofrimento, tais como: Fernando Pessoa, Van Gogh, Nietzsche, Álvares de Azevedo (em nome dos poetas de seu tempo), Santos Dumont, Cazuza.. É como se houvesse uma ligação entre sofrimento e criação. A ‘zona de conforto’ a que estamos suscetíveis é fatal. Se não houver uma insatisfação, não nos sentimos estimulados a progredir, e chegamos a um estágio de completa acomodação.
Os obstáculos, os momentos difíceis ou nos deixam neuróticos, ou nos fazem crescer. Aprendemos a nos conhecer melhor, a dar mais valor à vida, aos amigos, à família, ao trabalho, ao estudo, à namorada(o), à saúde. O mundo está como está hoje por conta da insatisfação, da preocupação, da ambição, do medo que nortearam nossos ancestrais. Se estivéssemos sempre felizes e satisfeitos, não cresceríamos, não mudaríamos.
É, vivemos num mundo em que, como disse Andrew Grove, só os paranóicos sobrevivem.
