No mês passado, houve a escolha do novo reitor da Unicamp. Diga-se, de passagem, que não se tratou de uma escolha e, sim, de um processo nada democrático, acelerado e meramente consultivo.
Primeiro que o processo de consulta logo no começo do ano é algo um tanto desrespeitoso com nós, calouros, uma vez que não há tempo para nos inteirarmos dos problemas de nossa universidade. Nós teríamos, ainda, que participar do processo sem saber quais forças estão em jogo, tanto pelo fato do pouco tempo reservado às campanhas, quanto por conta de nossa despolitização!
De uma forma absurda, a escolha final do reitor coube ao governador José Serra! Por mais complicado que seja, caso o governador não quisesse que o novo reitor (escolhido por maioria dos votos em escrutínio) assumisse, ele tinha total poder para vetar a posse. Como assim?! Nós ainda estamos em um período em que se pode proceder como a ‘Comissão Verificadora dos Poderes’, cuja função era eleger apenas aquele que agradasse ao candidato da situação?
Quanto à campanha, uma candidata realizou-a toda repleta de flores e ilustrada absurdamente com a cor rosa, numa tentativa apelativa de conclamar as mulheres para alcançar o cargo (como os negros em campanhas estadunidenses, os corinthianos em campanhas em SP, os crentes em campanhas nacionais, ou mesmo os homossexuais em campanhas para ganhar o BBB). Para mim, essa campanha serviu apenas para reafirmar o estereótipo preconceituoso da mulher, reproduzindo a ideia de sexo frágil e sensível, indo de encontro à luta pelo fim das opressões de que são vítimas!
Por fim, queremos eleições diretas e paritárias e que sejam, sobretudo, respaldadas em propostas decentes aos estudantes e não em classes específicas, buscando apenas uma auto-promoção.
Primeiro que o processo de consulta logo no começo do ano é algo um tanto desrespeitoso com nós, calouros, uma vez que não há tempo para nos inteirarmos dos problemas de nossa universidade. Nós teríamos, ainda, que participar do processo sem saber quais forças estão em jogo, tanto pelo fato do pouco tempo reservado às campanhas, quanto por conta de nossa despolitização!
De uma forma absurda, a escolha final do reitor coube ao governador José Serra! Por mais complicado que seja, caso o governador não quisesse que o novo reitor (escolhido por maioria dos votos em escrutínio) assumisse, ele tinha total poder para vetar a posse. Como assim?! Nós ainda estamos em um período em que se pode proceder como a ‘Comissão Verificadora dos Poderes’, cuja função era eleger apenas aquele que agradasse ao candidato da situação?
Quanto à campanha, uma candidata realizou-a toda repleta de flores e ilustrada absurdamente com a cor rosa, numa tentativa apelativa de conclamar as mulheres para alcançar o cargo (como os negros em campanhas estadunidenses, os corinthianos em campanhas em SP, os crentes em campanhas nacionais, ou mesmo os homossexuais em campanhas para ganhar o BBB). Para mim, essa campanha serviu apenas para reafirmar o estereótipo preconceituoso da mulher, reproduzindo a ideia de sexo frágil e sensível, indo de encontro à luta pelo fim das opressões de que são vítimas!
Por fim, queremos eleições diretas e paritárias e que sejam, sobretudo, respaldadas em propostas decentes aos estudantes e não em classes específicas, buscando apenas uma auto-promoção.
2 comentários:
É realmente estarrecedora a notícia de que há ainda espécies de 'Poder Moderador' atualmente. Quanto à seleção de um grupo específico de eleitores, é uma prática realmente condenável, afinal a gestão é feita para todos, do contrário ter-se-á um 'nepotismo populacional', em que um classe de comuns é favorecida devida ao administrador em atuação.
Acredito também que bem mais do que se pensa, esse processo não democrático e de favorecimento de classes determinadas se faz presente nas universidades, uma vez que muitas delas tem seu grupo de gestores composto por pessoas de classes superiores, em sua maioria. Pessoas que, muitas vezes não se movimentam de sua estável posição de status para exigir uma maior democratização em processos de escolha como esse. Isso mostra, o quão absurdamente a sociedade brasileira está impregnada de uma hipocrisia disfarçada, e de uma negligência para com os processos de escolha.
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