No dia de hoje, houve uma paralisação por parte dos motoristas e cobradores de ônibus de Fortaleza. Na verdade foram duas: uma entre 8 e 9 horas da manhã e outra das 4 às 5 da tarde. Em tempo: é assustadoramente louvável a consciência desta categoria ao optar por horários alternativos aos de pico, afinal trata-se de uma metrópole com quase 2,5 milhões de habitantes, sendo usuários do transporte coletivo quase 45% desse total. Ainda que a atitude que funcionou como uma espécie de alarme não tivesse sido previamente divulgada - o que conturbou a vida de trabalhadores e estudantes - é de se elogiar que ela tenha aparecido antes de uma medida mais drástica como uma paralisação geral por tempo indeterminado (prometida para a próxima sexta-feira, caso nada seja acordado com a prefeitura sobre o aumento do vale-refeição de R$3,00 para R$5,00 reais e o reajuste salarial de 12%). Por fim, deixo uma pergunta: é correto estabelecer um estado de greve em determinadas profissões como a dos motoristas e cobradores do ônibus, médicos plantonistas, consideradas de significativa importância já que um grande contigente populacional depende desses serviços ou todos têm o mesmo direito de rebelar-se contra as circunstâncias de seu emprego, se elas não forem do agrado da classe?
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1 comentários:
Essa é uma pergunta de difícil resposta. A greve foi, de fato, um direito conquistado pela classe trabalhadora. No entanto, a paralisação dos serviços pode comprometer o trabalho ou mesmo a vida de outras pessoas. Pode-se argumentar que o ideal seja, em alguns casos, fazer "greve" de forma organizada, em que uma parte trabalha e a outra não, alternadamente. Em teoria, isso não se trata de greve e pode não ser suficiente para atingir as classes governantes e, por conseguinte, atingir os objetivos! Portanto, esperamos que os sindicatos possam ser suficientes para garantir um bom relacionamento entre o governo e o trabalhador.
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