Os momentos felizes estão nas coisas mínimas do nosso dia-a-dia, seja num abraço, num sorriso, nas páginas de um livro, numa música, num jogo de truco. Outro dia, encontrei numa revista uma reportagem que criticava a procura excessiva pela felicidade através dos antidepressivos, cuja atuação seria conter o mau-humor, a timidez, o estresse. As pessoas passavam os dias ‘de bem com a vida’. Nesse caso, a letra de Tom Jobim: tristeza não tem fim felicidade sim, já não faria mais sentido. Pensando bem, se não houver tristeza, não há felicidade. Na verdade, a tristeza está na felicidade, assim como a feiúra está na beleza, a pobreza está na riqueza, a corrupção está na justiça. Conclusão: tudo que é não é!
A mesma reportagem abordava a importância da tristeza, do pessimismo, da dor. Homens grandiosos tiveram suas vidas marcadas por angústia, pessimismo, sofrimento, tais como: Fernando Pessoa, Van Gogh, Nietzsche, Álvares de Azevedo (em nome dos poetas de seu tempo), Santos Dumont, Cazuza.. É como se houvesse uma ligação entre sofrimento e criação. A ‘zona de conforto’ a que estamos suscetíveis é fatal. Se não houver uma insatisfação, não nos sentimos estimulados a progredir, e chegamos a um estágio de completa acomodação.
Os obstáculos, os momentos difíceis ou nos deixam neuróticos, ou nos fazem crescer. Aprendemos a nos conhecer melhor, a dar mais valor à vida, aos amigos, à família, ao trabalho, ao estudo, à namorada(o), à saúde. O mundo está como está hoje por conta da insatisfação, da preocupação, da ambição, do medo que nortearam nossos ancestrais. Se estivéssemos sempre felizes e satisfeitos, não cresceríamos, não mudaríamos.
É, vivemos num mundo em que, como disse Andrew Grove, só os paranóicos sobrevivem.
A mesma reportagem abordava a importância da tristeza, do pessimismo, da dor. Homens grandiosos tiveram suas vidas marcadas por angústia, pessimismo, sofrimento, tais como: Fernando Pessoa, Van Gogh, Nietzsche, Álvares de Azevedo (em nome dos poetas de seu tempo), Santos Dumont, Cazuza.. É como se houvesse uma ligação entre sofrimento e criação. A ‘zona de conforto’ a que estamos suscetíveis é fatal. Se não houver uma insatisfação, não nos sentimos estimulados a progredir, e chegamos a um estágio de completa acomodação.
Os obstáculos, os momentos difíceis ou nos deixam neuróticos, ou nos fazem crescer. Aprendemos a nos conhecer melhor, a dar mais valor à vida, aos amigos, à família, ao trabalho, ao estudo, à namorada(o), à saúde. O mundo está como está hoje por conta da insatisfação, da preocupação, da ambição, do medo que nortearam nossos ancestrais. Se estivéssemos sempre felizes e satisfeitos, não cresceríamos, não mudaríamos.
É, vivemos num mundo em que, como disse Andrew Grove, só os paranóicos sobrevivem.
3 comentários:
De fato, a insatisfação é o que move o ser humano. Afinal, a felicidade não é um destino, mas sim uma jornada e, como tal, tem lá seus altos e baixos. Cabe a cada um ser forte o bastante para 'fazer de vários limões, uma limonada'. Muito bom texto!
Sem duvida, aprende-se a dar mais valor àquilo que nao se tem perto, assim como também é muito valorizado aquilo que ainda não se tem, sendo o homem feito de ambições. Já disse a escritora de um best-seller que o mundo é regido pela ambição e você escolhe o que quer e o atrai para si, se souber lidar com suas vontades mais intimas, e como foi citado acima fazer de vários limões uma limonada. O mundo realmente é dos inquietos!
Fazendo uma analogia quase intuitiva com o contexto do blog vimos que a saída da "Zona de Conforto" maternal e a busca de uma vida longe de tudo que se está acostumado(incluem-se aí desde coisas essenciais como Amigos até banais como saber qual é o supermercado mais barato para se fazer compras) representa a "tristeza" descrita no seu texto, pois na nossa visão, caminhamos para uma nova Zona de Conforto, a nossa própria, não dos nossos pais, uma que nós mesmos estamos construindo, a cada página virada de um livro, durante uma noite de estudo.
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