Angústia de 99,9% dos recém-ingressos nas universidades, o trote proposto imposto pelos veteranos para os calouros é mais que uma zombaria como sugere o tal Aurélio. O trote é uma pluraridade de significações, em geral, simbólicas/subliminares. Primeiramente, é um tapa na cara dos bixos - com X, pois o calouro deve ser humilhado a ponto de nem mesmo merecer que a palavra bicho seja grafada corretamente - a fim de evidenciar-se a hierarquia vigente. Além (e apesar) disso, é também um desejo de boas vindas à nova vida, afinal, só recebe o tratamento devido quem fez por merecer. É nesse argumento em que se encontra o conceito de rito de passagem: aquele procedimento determina que a partir dali, o jovem deixa de ser apenas mais um secundarista à toa dependente de pais, professores, coordenadores e afins para se tornar um cidadão do mundo, com autonomia suficiente para traçar metas, alcançar objetivos e responder pelos seus atos. A verdade é que o trote não deve ser visto como uma penalização - inclusive porque não há motivo aparente para isso -, mas sim um momento de confraternização entre os pares, apesar dos pesares. Acredite, a máxima 'ruim com, pior sem' é totalmente aplicável a essa situação, pois, como diria o publicitário de um famoso conglomerado: 'é mais uma história pra contar pros seus netinhos'.
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3 comentários:
"a máxima 'ruim com, pior sem' é totalmente aplicável a essa situação" ai, como eu concordo com isso. Os que não passam por isso, enquanto deveriam passar, são os que mais sentem o quanto esse rito de passagem é significativo. Viva o trote! o/
o trote pra quem o recebe de braços abertos é uma espécie de batismo(assim, me senti ao recebe-lo há pouco tempo), de fato é como uma certificação, uma etapa ultrapassada, onde o calouro ganha mais segurança. Só acho que o trote não deve ser usado como instrumento de opressão, como muitos de mentalidade rasa pensam, pois os calouros são sim, muito participativos, com sede de conhecimento e inovação, muitas vezes até mais que seus veteranos, que se deixam abater no decorrer da vida acadêmica. Acredito que o trote nada mais pode ser que uma forma de entrosamento e boas vindas, ainda que pouco usuais. Viva o trote o/
"Viva o trote!" com um certo receio. Infelizmente, essa forma de entrosamento e boas vindas, às vezes, não é bem entendida por alguns psicopatas e/ou irracionais de algumas universidades. Os veteranos encaram a oportunidade como uma forma de devolver aquilo que receberam no ano anterior. E se a experiência nao foi boa naquele ano... os bixos que os aguardem..
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